Cochilo no verão sim, mas com nuances

EPA/LAURENT GILLIERON

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A sesta é um referente cultural conhecido dentro e fora de nossas fronteiras, mas é necessário perguntar até que ponto é bom para a saúde ou se se trata apenas de um costume social. O médico especialista em neuropsicologia Javier Cabanyes, autor do livro “Sonhar e dormir” (EUNSA), nos explica como fazê-lo.

O cochilo é saudável?

Cabanyes afirma que, em princípio, “tem um valor saudável, pois em uma sociedade agitada como a nossa, a sesta não é mais do que um tempo de recuperação”. O problema vem, segundo explica, em saber lidar com isso e se acostumar com o tipo adequando de sesta.

O especialista em neuropsicologia na judéia, em seu livro três tipos:

  • Siesta ultra: breve cochilo de alguns minutos, muito reparadora, em que o sono costuma ser profundo e o despertar espontâneo.
  • EFE/Roland WeihrauchSiesta clássica ou tradicional: mais longa, mas sem chegar a hora. De sono também profundo e acordar menos espontâneo, pode ser saudável, mas também interferir nas horas de sono. Daí a necessidade de controlar o tempo, sendo boa para as pessoas que têm limitação, natural ou imposta, das horas de sono noturno.
  • Siesta maior: ele tem os hábitos anteriores ao sono noturno e algumas rotinas semelhantes a acordar pela manhã. Dura várias horas, representando hábitos diferentes do sono e manifestando desajustes de ritmo de sono.

Mas, no entanto, sonecas mais longas “alteram o ritmo de sono vigília, trastocan o relógio biológico e a partir dessa perspectiva não seriam tão saudáveis”.

Há que ter sempre em conta o caso de cada pessoa e das suas circunstâncias, porque, tal como aponta o especialista, “uma pessoa que tem que ficar até altas horas da noite e no dia seguinte tem que acordar cedo, pois provavelmente a siesta tem que dormir para que não se deteriore todo o seu corpo”, mas “uma pessoa que consegue manter bem suas horas de sono noturno, pois, ou não precisa dormir ou uma muito rápida recuperação breve e já está”.

Dicas para uma boa soneca

Cabanyes salienta que a primeira coisa a ter em conta “seria verificar realmente o que um precisa, porque, às vezes, é um costume que, sem querer, o que leva, às vezes, é a atrapalhar o sono e quebrar o seu ritmo”. Ver se é necessário, é essencial para não alterar o relógio biológico, que está de alguma forma coordenada com a noite e o dia”.

Em segundo lugar, controlar a duração da mesma. O médico ressalta que “a sesta, em princípio, não deve ser muito longa para que não altere de tudo e com hábitos que não facilitem que se prolongue a sesta”, porque “se alguém se mete na cama com o pijama é mais difícil do que se levante para os quinze minutos que é o que necessito”.

Além disso, para os meses de verão, o especialista aponta que há que ter presente “que é uma época que passa, e no ritmo de férias também”, por isso que às vezes o problema vem depois, com “as famosas depressões postvacacionales” que não só envolvem recuperar uma actividade, mas sim o transtorno do ritmo de sono.

“A sesta, às vezes, tem aí um papel e responsabilidade importantes -aponta – porque, se nós estamos acostumados a dormir duas horas vai alterar o relógio biológico”.

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