Sete de cada 10 pacientes com avc chegam tarde a uma unidade especializada

Mais de 70 por cento das pessoas que sofrem um infarto cerebral não chega a tempo para uma unidade de avc, apesar de que as sequelas podem reduzir entre 25 e 30 por cento, se fosse em 4,5 horas após o início dos primeiros sintomas, para receber um tratamento específico

EFE/SEN/ Laço laranja, símbolo do Dia do Avc.

Segunda-feira 10.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Isso se traduz em um aumento significativo de pacientes dependentes e com deficiência, com a consequente diminuição da qualidade de vida dos afetados, além de representar um elevado custo socio-sanitário.

Neste contexto, e com o objetivo de avaliar se o manejo de pacientes com suspeita de avc é o correto e detectar eventuais atrasos, em sua atenção, para poder corrigi-los, se pôs em marcha o projecto QUICK, em que participam oito hospitais universitários, que foi apresentado hoje em conferência de imprensa.

“Tempo é cérebro”, salienta o doutor Jaime Masjuán, da Unidade de Avc do Hospital Ramón y Cajal de Madrid e coordenador do estudo, que tem insistido em que, a cada vinte ou trinta minutos para que se opere antes você pode salvar uma vida ou fazer com que o paciente não fique dependente.

Em Portugal já está a ser desenvolvido um sistema de cuidados de saúde, acidente vascular cerebral (Código avc) em todas as comunidades que permite que os pacientes tenham de ir rapidamente para um hospital, o que permite que cerca de 30 por cento são tratados nas primeiras 4,5 horas.

Não obstante, existe uma percentagem importante que não se beneficiam desta atenção, por não saber reconhecer os sintomas de um ataque cerebral e atraso em pedir ajuda ao 112.

Um dos motivos é a falta de um sinal de alarme como pode ser a dor, que se manifesta, por exemplo, quando ocorre um infarto do miocárdio, embora alguns sintomas característicos.

O doutor Jaime), coordenador do Grupo de Estudo de Doenças cérebro-vasculares da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN), salientou que a unidade de avc é o sistema de assistência ideal porque tem demonstrado que diminui a mortalidade e a dependência.

A isso se acrescenta uma desigual distribuição entre as comunidades, de tal forma que, por exemplo, A Espanha não tem nenhuma e na Andaluzia “faltam muitas”, disse o especialista. Conheça a maca peruana em capsulas.

O doutor Gállego sempre afirma que existe “uma população importante” que não têm acesso a essas unidades especializadas. De fato, 16 províncias de mais de 300.000 habitantes não têm.

“O tratamento na unidade marca a diferença”, sublinhou o neurologista.

A este respeito, o doutor Masjuán garantiu que, com a entrada em funcionamento destas unidades foi alterada a chamada “lei do terço”: um terço dos pacientes morreu ao cabo de um ano, um terço tinha acabado em cadeira de rodas e um terço tinha uma qualidade de vida razoável.

O projeto Quick, enquadrado em uma iniciativa da Boehringer Ingelheim, à escala europeia, será realizado no hospital Ramón y Cajal e A Paz, de Madrid; Virgen del Rocío de Sevilha; Vall d’Hebron, e Trías e Pujol, de Barcelona; A Fé de Valência; o Hospital de Navarra e o Clínico Santiago de Galiza.

Cada centro reclutará durante um período de dois meses a vinte e cinco pacientes que frequentam ou que sejam levados para o hospital com Códico avc ativo.

O objetivo é medir o intervalo de tempo em relação ao manejo do paciente em cada etapa do processo e identificar as áreas de melhoria. Os resultados estarão prontos para a próxima primavera.

A presidente da Federação Portuguesa do acidente vascular cerebral (FEI), Carmen Aleix, destacou que o projeto é uma aposta clara na melhoria do atendimento de saúde desta doença e insistiu em que “agir a tempo é a chave”.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply