Sexo, quando a ausência de doença não é sinônimo de saúde

Os casos de doenças de transmissão sexual detectados têm aumentado nos últimos anos, segundo se foram relaxando precauções, embora estas patologias não são o único inimigo do sexo e os especialistas alertam que os problemas neste domínio poucas vezes se resolvem sozinhos

Duas estatuetas de uma mulher e um homem nudez. EFE / Carlos Santamaria

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Os avanços no tratamento da aids, por exemplo, têm contribuído para que as pessoas se relaxar na hora de tomar medidas preventivas. Hoje em dia existem produtos que bloqueiam o aparecimento da aids, uma vez contraído HIV enquanto, não há muitos anos, o vírus era sinônimo de morte prematura.

A cronificación da doença provocou uma “frouxidão” na hora de tomar precauções que é “errada”. O vírus da imunodeficiência humana (HIV) “não é o único vírus que se transmite por via sexual e doenças sexualmente transmissíveis (DST) podem até triplicar o risco de contrair HIV”, observa o doutor Mariano Objetivo, diretor do Instituto de Medicina Sexual (IMS).

Em declarações à Efe, com motivo do Dia Mundial da Saúde Sexual, que se celebra hoje, Objetivo, diz que em Portugal, apesar de não acredita que exista uma maior prevalência destas doenças, sim, são diagnosticados mais porque tem aumentado a consciência de que existem e de risco de contágio.

“Embora, em geral, a população tem dificuldade em ir ao médico para tratar uma lesão na região genital, uma vez detectados, logo consultam na internet e, muitas vezes, identificam que o que lhes foi lançado no seu corpo (uma verruga, uma erupção cutânea, bolhas, etc) tem um nome que poderia corresponder a uma doença sexualmente transmissível”, explica.

Um bom exemplo é a reportagem de efesalud.com “pode-Se apanhar o vírus do papiloma com o sexo oral”, que já leu mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo, principalmente na Espanha e na América.

Não obstante, o Objetivo adverte que a maioria das DSTS são asíntomaticas. “Qualquer um pode facilmente ignorar que contraiu uma delas, uma vez que não apresentam sintomas, especialmente no início. Por esta razão, tomar medidas preventivas é o mais inteligente”, salienta.

Educação sexual

Apesar de que a quantidade de informação disponível sobre este tipo de doenças tem aumentado na última década, o Objetivo se mostra convencido de que o sistema educativo português deve prestar uma maior atenção à saúde sexual”, além de explicar as funções reprodutivas e características anatômicas do homem e da mulher”.

“A saúde sexual não se limita à reprodução, mas que é parte de nossa saúde integraly é claro, está relacionado com a nossa qualidade de vida”, observa.

Assim, lembre-se que para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde sexual não é apenas a ausência de doença, mas a capacidade de manter relações sexuais, consensuadas, seguros, que respeitem e, é claro, prazerosas.

Neste sentido, o doutor José Benítez, diretor médico de Boston Medical Group, grupo médico dedicado ao tratamento das disfunções sexuais masculinas, adverte que os espanhóis continuam a ter vergonha e preconceito na hora de ir ao especialista para tratar problemas relacionados com o sexo.

Apenas 34 por cento dos que sofrem de algum problema deste tipo recorrer para pedir ajuda e demora em fazê-lo entre dois e quatro anos, diz à Efe.

“Devemos reforçar a idéia de que um problema de saúde sexual não deve esconder-se, porque as possibilidades de que se resolva por si só, são escassas e, em alguns casos, o tempo joga contra”, diz por seu lado Objetivo, que diz que, em muitas ocasiões, uma visita ao especialista evita uma quebra de casal em pessoas que levam anos com uma vida sexual inexistente ou inadequada.

Mitos do sexo

Acabar com os mitos e falsas crenças sobre sexo é outra questão pendente para os espanhóis.

Benítez aponta, entre eles o mito de que a partir de certa idade, o sexo não é importante. “O sexo é um aspecto importante da saúde física e emocionalasí como para o bem-estar adulto de todas as idades”, insiste.

Fala também de “pílula milagrosa ou pequena pílula azul”. Na opinião deste especialista “muitas pessoas acreditam que tomar medicamentos como o viagra é o melhor e único tratamento, mas não é bem assim. Se não forem acompanhados de prescrição médica podem ser ineficazes em muitos deles, até mesmo contraproducentes. Há que valorizar as causas de cada disfunção sexual com um especialista”.

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