Simpósio sobre HIV com especialistas nacionais e internacionais.

As pessoas com HIV envelhecem antes que o resto da população, mas a sua esperança de vida está a aumentar, graças ao avanço dos tratamentos e o cancro é uma das principais causas de mortalidade, tanto em homens como em mulheres

EFE/Javier Etxezarreta

Quinta-feira 15.03.2018

Segunda-feira 12.03.2018

Segunda-feira 12.02.2018

Assim o demonstrou o professor da faculdade de medicina da Universidade da Califórnia, em San Francisco (Eua), o dr. Joel Palefsky, durante a apresentação do Simpósio SE de 2018, que reunirá mais de 350 especialistas nacionais e internacionais para discutir os últimos avanços em HIV.

Junto a Palefsky apresentaram o simpósio, que terá lugar este fim-de-semana em Madrid e é organizado pela farmacêutica Janssen, o diretor científico do grupo de aids e doenças infecciosas do Hospital Da Paz de Madri, José Ramón Arribas, e o consultor sênior do Serviço de Doenças Infecciosas e Aids do Hospital Clinic de Barcelona, Josep Maria Gatell.

Palefsky recordou que a entrada em cena do tratamento anti-retroviral, em 1996, representou um antes e um depois para o HIV, já que permitiu que esses pacientes vivem mais e com uma boa qualidade de vida, e que as causas de mortalidade mudem.

Agora, as doenças associadas e, o cancro, em particular, são as principais causas de mortalidade em homens e mulheres e os tipos são também semelhantes aos da população em geral, mas sobretudo aqueles que estão associados ao tabaco, já que costumam ser pessoas que fumam muito.

Assim, o câncer de pulmão, de próstata e de laringe, são alguns dos mais comuns entre os afetados pelo HIV, mas também o perito abundou o cáncerde ânus, no caso, sobretudo, de homens que têm sexo com homens, já que quase 100 % deles tem o vírus do papiloma humano (HPV).

E é que, conforme explicou Palefsky, “pelo menos, o iniciador” do câncer anal é o HPV, um vírus de transmissão sexual “muito comum”, que pode resultar em lesões precancerous e, posteriormente, em câncer.

Neste sentido, o especialista da Universidade da Califórnia, insistiu que nestes casos se podem prevenir “se fazem as coisas bem”, e indicou que se deve agir, como na prevenção do câncer cervical em mulheres causado por HPV: com revisões periódicas e, no caso de ser detectada uma lesão precancerosa, extirpá-la.

Recordou, igualmente, que para o HPV existe vacina, que é muito eficaz, sobretudo se é fornecido nas idades anteriores às relações sexuais -em Portugal está incluída no calendário de vacinação para as meninas aos 12 anos de idade.

No caso das pessoas com HIV que já têm HPV também pode ser eficaz se coloca aos 21 ou 26 anos, depende dos casos.

Por sua parte, Arribas salientou que os pacientes com HIV têm maior risco cardiovascular, de fato, estima-se que têm o dobro de chances de sofrer um infarto do que aqueles que não são portadores do vírus, e também sofrem de doenças renais, ósseas e hepáticas.

Estes são alguns dos temas que tratam os especialistas no simpósio, bem como os avanços clínicos nesta matéria, que se concentram em reduzir ao máximo a toxicidade dos fármacos.

“Mais do que demonstrar a eficácia, queremos ver combinações que não afetem o osso ou rim, há novas formulações em pílula única que tem seu objetivo, que o paciente pode tentar todos os dias sem piorar a toxicidade”, disse Arribas.

Gatell sublinhou que o encontro, os participantes poderão conversar sobre os últimos avanços sobre tratamentos e o controle das comorbidades, assim como gerar e coordenar projetos assistenciais e de pesquisa.

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