Situação de alerta, mas não de alarme, na fronteira de Lagos, contra o ebola

A situação em Lagos, uma das cidades espanholas situadas na África que sofre maior pressão migratória, é de alerta ante o surto de ebola que afeta vários países do continente, embora não haja, no momento, motivos para alarme

Um grupo de imigrantes de origem subsaariano situado a cerca de Lagos. EFE/Neupic/João Rios

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Na situação atual, é mais provável que uma pessoa infectada do vírus do Ebola chegue no aeroporto de Barajas, que através da cerca de Lagos, indicaram à Efe fontes sanitárias, que exigem que a preocupação existe e que, por isso, a prevenção deve ser um dos factores a ter em conta e o que você tem que trabalhar.

“Um imigrante tarda em chegar nas proximidades da cidade, um ou vários meses, até mesmo anos, e a isso se deve somar também o tempo que pode demorar a entrar, que também não é algo que aconteça de um dia para o outro”, apontam as fontes.

Os imigrantes, submetidos a controles sanitários

Apesar de tudo, os imigrantes que conseguem acessar a cidade autônoma, de qualquer das maneiras possíveis -cerca, patera, duplo fundo…- são submetidos a controlos de saúde, ao entrar no Centro de Estada Temporária de Imigrantes (CETI).

Após a entrada em massa do passado dia 28 de maio, quando quase 500 áfrica subsariana acessaram a cidade, apenas uma vintena mais conseguiu superar a sebe de borda em uma tentativa registrada no passado dia 1 de julho.

Mas existe uma relativa “tranquilidade” no perímetro, não baixa a guarda, conscientes de que em qualquer momento pode ocorrer uma tentativa de entrada, que pode vir ou não a se consumar.

Segundo explicaram fontes policiais, os agentes afectados nos postos fronteiriços estão equipados com luvas e máscaras que, no entanto, muitos nem usam.

“Existe preocupação, isso é inevitável, mas o que realmente é perigoso seria a de que o vírus se parece em Marrocos. Aí sim que saltaria alarme”, apontam as fontes.

Os últimos imigrantes destas nacionalidades acessaram a cidade no passado dia 25 de julho escondidos em dois duplos fundos de um veículo.

Eram dois jovens da Guiné Conacri, uma mulher e um menor de idade, que ingressaram no SISTEMA, um centro onde as nacionalidades mais numerosas são a síria, com quase 50 por cento do total, e a camaronesa.

Até o momento, apesar da saturação que tem vindo a registar, durante meses, o CETI, a única alerta ocorreu no passado mês de março, diante de um caso de meningite.

O paciente era um jovem de Gabão e seu diagnóstico obrigou a ativar um protocolo que foi suministrara medicação para mais de 200 pessoas.

A ideia das autoridades de saúde em Melilla é estar preparados, embora no momento não há motivo de alarme, e a população pode ficar tranquila.

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