Sobreviver ao câncer

Cada um dos 100.000 sobreviventes de câncer por ano em Portugal representa uma razão para ser otimistas em relação a esta doença, mas para sair vitorioso desta dura batalha requer um apoio e a conscientização social, que deve crescer e se firmar cada dia. No Dia Mundial do Sobrevivente de Câncer celebramos a luta pela vida

Artigos relacionados

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

A Fundação Grupo IMO (Instituto Madrileno de Oncologia), em parceria com a Fundação Saúde 2000 e Fundação de recebê-lo, lançou uma campanha coincidindo com a celebração do Dia do Sobrevivente de Câncer, dirigida para destacar e apoiar as necessidades sócio-sanitárias de todas aquelas pessoas que superam esta doença.

Sob o slogan “Mais de 100.000 razões para ser otimistas em relação ao câncer”, a Fundação Grupo IMO e através do programa www.curadosdecancer.comexplica nesta campanha, as motivações que movem as pessoas que lutam para superar esta doença. Também lançaram um guia sob o mesmo título, dirigida a toda a sociedade, que resumimos neste artigo.

A adaptação ao ambiente familiar, social, laboral, etc… após esta doença não costuma ser fácil. Em algumas ocasiões, os tratamentos deixam sequelas físicas e emocionais que não facilitam a integração na vida diária do paciente. De volta ao trabalho, sua vida social, as relações familiares ou de casal se transformam em novos desafios:

Manuela: “eu Acho que depois do câncer, podemos continuar a ser pessoas ativas de emprego”

“Eu acho que não se deve considerar o doente de câncer como uma pessoa incapacitada para continuar a desenvolver a sua actividade de trabalho. Para muitos de nós, voltar a retomar sua vida em todos os sentidos é voltar à normalidade. Para mim, o meu trabalho me enchia, fazia parte da minha vida. Depois do meu diagnóstico de câncer de mama, fui demitido e sinto que não estou completa, por não poder voltar a minha atividade”.

Mª Carmen: “Eu gostaria que fosse oferecida ao doente de câncer uma atenção psico-oncológica, que lhe permita integrar-se e vencer o medo”

“Segundo as estatísticas, as minhas possibilidades de superar um tumor maligno no pulmão eram apenas 10%. E hoje, nove anos depois, estou aqui com algumas sequelas, que me permitem levar uma vida normal. Há muitos pacientes que por medo e porque ninguém lhes ajuda para não enfrentar a nova situação de uma forma positiva. Eu gostaria que todos se oferecesse ao doente de câncer uma atenção psico-oncológica, que lhe permita integrar-se e vencer o medo. Eu fui uma das privilegiadas que tive esse apoio e reivindico que todos tenhamos as mesmas oportunidades”.

Avanços e experiência

A entrada em funcionamento de unidades especializadas, com equipes multidisciplinares, as mudanças na relação médico– paciente, a conscientização da sociedade e a informação sobre o estilo de vida e a detecção precoce, juntamente com o progresso na investigação clínica e tecnológica continuam produzindo importantes avanços.

Em Portugal, a sobrevivência global se situa acima de 50% dos casos diagnosticados e, mais especificamente, é de 59% para as mulheres e 49% para os homens de acordo com o estudo EUROCARE.

Entre as doenças que mais melhorou seus números nos encontramos com o câncer de mama, cólon, pulmão e próstata. Desta forma, a sobrevivência global aos cinco anos após o diagnóstico para o cancro colo-rectal é de 61,5% e o câncer de mama é de 82,8%.

Os relatórios publicados pela Sociedade Espanhola de Oncologia Médica estimam que, em nosso país, atualmente, existem cerca de 1,5 milhões de sobreviventes e que a cada ano haverá 100.000 novos casos de pessoas que ultrapassam o câncer.

Método

O desenvolvimento científico experimentado nos últimos anos permitiu dotar de um grande número de ferramentas e recursos para a investigação e o tratamento do câncer.

Esse avanço permitiu aprofundar o conhecimento da biologia do câncer, permite a implementação de ensaios clínicos que permitem o acesso precoce a novos medicamentos com potencial benefício clínico, além de contribuir fortemente para o crescimento e avanço no desenvolvimento de novos protocolos e tratamentos de radioterapia e quimioterapia para cada tipo de tumor.

A sociedade é cada vez mais consciente da importância da detecção precoce e de um estilo de vida saudável na prevenção do câncer.

Hoje em dia, e embora a incidência do câncer continua aumentando, entre outras razões, como consequência do diagnóstico precoce, atingiu uma taxa de sobrevivência de 50% na média de todos os cancros, e em alguns até 90%.

Caso a Caso

A abordagem multidisciplinar de um paciente que enfrenta um câncer é um objetivo que se recolhe a “Estratégia em câncer do Sistema Nacional de Saúde” (2009). A saúde avança para a consecução deste objetivo, como modelo de qualidade assistencial.

Os avanços e melhorias no tratamento do câncer estão se baseando na individualização das terapias e atualmente estão realizando tratamentos praticamente exclusivos e criados “à medida” de cada paciente.

A criação destas unidades especializadas em cada patologia permite o trabalho de equipes multidisciplinares de especialistas que trabalham de forma integral o diagnóstico e tratamento individualizado.

As equipes de atendimento multidisciplinar que intervêm desde o diagnóstico, tratamento e posterior acompanhamento do paciente com câncer são a chave para tomar rapidamente as melhores decisões médicas, bem como para facilitar as diferentes vias de acesso a determinadas tecnologias diagnósticas ou terapêuticas.

Os avanços atualmente estão permitindo associar os melhores dados de cura do câncer com uma melhor qualidade de vida do paciente e não apenas durante o processo de tratamento oncológico, mas também depois de finalizar o tratamento.

Comunicação médico-paciente e a sociedade

O paciente cada vez com mais frequência solicita informações, levanta até onde ele quer saber e expõe todas as suas dúvidas sobre o diagnóstico e o tratamento, e até mesmo se envolve nas decisões sobre o seu caso.

Comprovou-Se que uma boa comunicação entre o médico e o paciente com câncer, melhora de forma significativa a atitude do paciente diante da doença.

Graças às campanhas de conscientização e sensibilização social, conseguiu-se aumentar a responsabilidade social e a qualidade humana, graças ao trabalho abnegado de milhares de cidadãos que participam da sociedade para transformar situações de desvantagem que muitas vezes acontecem como consequência da doença.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply